Uma atitude de empatia!

Olá amados, Graça é paz! Estou lendo o livro “Uma vida sem limites” do Nick Vujicic e entre os diversos testemunhos, encontrei um que me deixou emocionada e resolve compartilhar com vocês. Ele nos ensina e nos chama atenção sobre o que realmente é ter misericórdia das pessoas e transformar nossa dor e autopiedade em uma atitude de empatia pelos outros. Que Deus os abençoe.

“Nunca deixo de me surpreender com a reação das pessoas quando viajo para regiões de extrema pobreza e grande sofrimento. Sempre encontro homens, mulheres e crianças que sentem incrível compaixão. Não faz muito tempo, estive na Camboja. Depois de uma longa reunião no calor e umidade sufocantes que quase me fizeram desmaiar, eu estava apressado para voltar ao meu hotel, tomar um banho e passar um ou dois dias dormindo em um quarto com ar condicionado.

_Nick, antes de ir embora, será que você pode falar com aquela criança?_ perguntou meu anfitrião _ Ela passou o dia inteiro esperando do lado de fora.

 O menino, menor que eu, estava sozinho, sentado no chão de terra, em volta dele, havia tantos mosquitos que formavam uma nuvem escura. Em sua testa havia uma ferida escancarada, e um dos olhos parecia querer saltar para fora da orbita. Cheirava a imundice e decadência. Mas havia tamanha compaixão em seus olhos, tanto amor e simpatia por mim, que aquela criança me deixou completamente à vontade.

 Caminhou na minha direção e delicadamente aconchegou a cabeça no meu rosto, tentando me afagar e consolar. Tive a impressão de que ele estava havia vários dias sem comer. Parecia um órfão que já tinha passado por grandes doses de sofrimento. E ainda assim estava ali tentando me tranqüilizar e expressar sua empatia por aquilo que julgava ser meu sofrimento. Fiquei tão comovido que fui ás lagrimas.

 Perguntei aos nossos anfitriões se havia alguma coisa que podíamos fazer por aquele menino, e me prometeram que providenciaram comida, banho e um lugar para ele dormir, mas, depois de agradecê-lo e de voltar para nosso carro, não consegui parar de chorar. Passei o resto do dia pensando nele. Não conseguia tirar da cabeça o fato de que aquele menino digno da minha pena não estava concentrado no próprio sofrimento. Ele sentia compaixão de mim.

Não sei por quais problemas aquela criança passou ou o quanto sua vida era difícil. Mas posso dizer o seguinte: a atitude do menino foi extraordinária porque, apesar dos problemas, ele ainda tinha a capacidade de estender a mão e confortar outras pessoas. Que lindo dom sentir tanta compaixão e empatia!

 Quando se sentir vitimizado ou tomado de autopiedade, ajuste sua atitude para o modo de empatia. Estenda a mão para alguma pessoa necessitada. Vá trabalhar como voluntario em algum abrigo. Atue como guia ou monitor. Use sua raiva, seu luto, e sua tristeza para ajudá-lo a entender melhor as outras pessoas e a aliviar a dor delas.”

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